Sem conectividade não existe a indústria 4.0

03/08/2017

A virtualização e a capacidade de realizar network slicing, que permite a uma operadora gerar diversos tipos de rede a partir de uma infraestrutura única, compõem os aspectos mais sensíveis no processo de migração para a chamada indústria 4.0. A afirmação é de David Hutton, líder da área de Networks da GSMA, em entrevista à newsletter da Telebrasil. De acordo com Hutton, a conectividade é imprescindível na migração para a indústria 4.0, e a virtualização será um aspecto mais que evolutivo do 5G.

“A virtualização e a nova arquitetura projetada em torno dela são os aspectos revolucionários do 5G, e não simplesmente evolutivos. O 5G fornecerá velocidades mais altas e latência reduzida ao longo do tempo, mas este é um processo de longo prazo. Serão oferecidas a uma ampla gama de verticais, como automotivo e transporte, monitoramento de energia/utilities, segurança, finanças, saúde, indústrias e agricultura. Particularmente para aplicações que exigem escala maciça ou são de missão crítica e, portanto, exigem baixa latência”, explica Hutton.

Na análise do executivo, o 5G será uma evolução natural das redes 4G existentes, e já se percebe um rápido desenvolvimento dos padrões. Estudos realizados pela GSMA preveem que, até 2025, haverá 1,1 bilhão de conexões 5G em todo o mundo. As análises projetam o 5G como um catalisador da inovação. Hutton ressalta que a Ásia vai impulsionar o desenvolvimento de tecnologias móveis 5G, assim como a Europa foi pioneira no 3G e a América do Norte liderou a era 4G.

Segundo Hutton, a expectativa é que as operadoras móveis da China executem os primeiros testes em fases para 5G até 2019, antes de lançarem os serviços comercialmente em 2020. Ele cita ainda a Coreia do Sul, que deverá apresentar projetos pré-5G até 2018.

Os especialistas no setor apontam a concentração de serviços 5G em duas áreas, aplicações de vídeo ultra-HD e realidade aumentada e também realidade virtual. Há ainda as aplicações que permitirão maior comunicação entre as máquinas, sem intervenção humana. Será uma Internet de Coisas capaz de dirigir uma gama infinita de serviços, facilitando redes de transporte mais seguras, eficientes e econômicas.

São infinitas possiblidades, desde melhor acesso a tratamentos de saúde, conectando pacientes e médicos em todo o mundo de maneira segura, passando por estacionamentos inteligentes, com sensores de baixa potência, até conferências holográficas.

Porém, as análises da GSMA identificam desafios para a indústria. A implantação do 5G pode apresentar custos ainda muito elevados, quando se faz o contraponto com as receitas adicionais que serão geradas no primeiro momento.

“A GSMA está tentando encontrar formas que simplifiquem a realização do compartilhamento de infraestrutura, diminuindo o fardo para as operadoras implementarem sistemas 5G. Isso requer o apoio dos órgãos reguladores e mais colaboração entre as operadoras”, completa Hutton.

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