Expansão de projetos
de IoT redesenha
modelo de negócios

04/07/2017

O desenvolvimento da tecnologia de Internet das Coisas (IoT) no Brasil será um estímulo ao aumento de competitividade e aos investimentos na camada de conectividade. A afirmação é de Marcia Ogawa, sócia-líder da Deloitte para o atendimento à indústria de Tecnologia, Mídia e Telecomunicações.

“Como o próprio nome da tecnologia já diz, IoT é a conexão de objetos, que podem ser inúmeros. Isso demanda, antes de tudo, conectividade. Não se trata apenas da conectividade tradicional, mas de uma focada em mensagens que não exigem tanta latência”, observa Marcia Ogawa.

Para ela, as prestadoras terão papel fundamental na geração da conectividade, inclusive, sendo o pilar de infraestrutura, por exemplo, para operadoras virtuais dedicadas à conexão dos objetos. “Tudo isso para a nossa economia é muito importante, por gerar outra cadeia de IoT na camada de conectividade”, ressalta.

A expansão da tecnologia proporcionará um grande avanço para o mercado das prestadoras de serviços de telecomunicações, que se preparam não apenas para prover conectividade, mas também para prestar serviços de IoT, como plataformas de integração, atentas a novas formas de receita. No Brasil, o processo não é diferente.

“No plano de médio e longo prazo está o 5G, que traz toda a camada de conectividade voltada para a IoT. Mas antes mesmo do 5G, já estará disponível conectividade machine-to-machine na própria infraestrutura de comunicações de hoje”, pontua a sócia-líder da Deloitte.

A especialista também destaca o surgimento de Low-Power Wide-Area Network (LPWAN) ou Low-Power Network (LPN), também conhecidas como redes de baixo consumo de energia, com capacidade para atingir grandes extensões territoriais, sendo muito apropriadas para projetos de IoT.

“Elas têm custo mais baixo e podem atingir grandes áreas, consumindo pouca energia. Há outra categoria de conectividade que já está surgindo no Brasil. Este tipo de rede se adapta bem na área rural, porque muitas das aplicações nesse segmento não exigem latência, ou seja, uma comunicação frequente”, comenta Marcia.

Segundo a sócia-líder da Deloitte, com as redes híbridas, as prestadoras de serviços de telecomunicações tendem a atuar de forma conjunta com redes menores. “Isso aumenta a quantidade de players que poderão surgir no mercado; acho que essa é a beleza da IoT”, finaliza.

Veja mais matérias da Newsletter Telebrasil

Brasil: um mercado de R$ 40 bilhões para IoT até 2020

No mundo, os gastos mundiais com Internet das Coisas (IoT) devem chegar a US$ 800 milhões até dezembro, de acordo com a IDC. E a consultoria adverte: o verdadeiro valor da tecnologia está no software e nos serviços.

Leia mais
Internet das Coisas impulsiona a transformação digital

Pesquisa global mostra que melhoria na capacidade de entrega de serviços e maior produtividade da força de trabalho são as vantagens empresariais do uso de IoT. Leia mais

IoT descortina nova era de conectividade

O usuário precisa enxergar valor no uso da tecnologia IoT, considerando-a eficaz e, sobretudo, segura. Leia mais


Copyright © 2017 Telebrasil - Associação Brasileira de Telecomunicações ... Todos os direitos reservados

Produção e edição:Editora Convergência Digital