MCTIC: telecomunicações são a base para a Internet das Coisas crescer no Brasil

04/07/2017

As telecomunicações são a base para a Internet das Coisas existir no Brasil. Sem essa infraestrutura para fornecer os serviços que o ecossistema exige, não haverá Internet das Coisas no País, sustenta o secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Maximiliano Martinhão.

À newsletter da Telebrasil, o executivo do MCTIC antecipou que, até agosto, o trabalho de consultoria – conduzido pelo consórcio formado pelo McKinsey Global Institute, a Fundação CPqD e o escritório Pereira Neto Macedo Advogados – estará finalizado. O cronograma prevê o lançamento do Plano Nacional de Internet das Coisas no Brasil, em setembro.

Até o momento, o levantamento, que conta com a participação do BNDES como parceiro da iniciativa, já recebeu mais de 3.500 contribuições, sendo 2.000 na primeira grande consulta pública; aproximadamente 700 via o evento Laboratórios do Futuro, realizado em 7 de março; e cerca de 800 contribuições via pesquisa do Bytes de IoT recém-finalizada e que teve o intuito de conhecer a quantidade de empregados, produtos criados e para qual setor as aplicações são destinadas.

“Nosso objetivo é construir um atlas da Internet das Coisas no Brasil, identificando tudo o que já vem sendo realizado neste campo e o que ainda precisa ser feito”, salientou Martinhão. Ele também destacou o benchmark feito pela consultoria McKinsey Global Institute, em 12 países, sobre iniciativas e políticas públicas em IoT, observando os principais modelos de governança, as ações de estímulo à inovação, infraestrutura e regulamentação.

"A Alemanha quer Internet das Coisas para ficar à frente da Indústria 4.0. Japão e Estados Unidos querem liderar os negócios em todas as cadeias do ecossistema. O Brasil não participará de todas as etapas do ecossistema de Internet das Coisas. Em alguns setores, certamente, vamos ser seguidores, mas temos a convicção de que em outros temos a capacidade de ser fortes”, pontuou. O titular da SEPIN enfatizou o trabalho das operadoras. "Todas, no Brasil, já têm uma estratégia para atuar em Internet das Coisas, mesmo com questões pendentes como a cobrança do Fistel, ainda considerado alto por elas”, disse. Maximiliano Martinhão assegurou que está trabalhando para encontrar a melhor solução dentro do que é viável no governo.

Ao longo das contribuições, houve segmentos do mercado que obtiveram visibilidade política, mas vão passar ainda pelo crivo da metodologia técnica, quesito responsável pela definição dos setores relevantes para Internet das Coisas. "Posso destacar que, do ponto de vista intuitivo, quatro verticais estão aparecendo bem: Agricultura, Cidades Inteligentes, Saúde e Manufatura Avançada", antecipou.

O secretário garante que o trabalho de consultoria acaba em agosto e revela que está havendo esforço para o cumprimento do cronograma inicial, que prevê o anúncio do Plano Nacional de Internet das Coisas para setembro. "Depois teremos o passo da decisão da política de governo, uma vez que o Plano apresentará medidas para um horizonte de cinco anos. O governo, dentro de sua capacidade de aprovação de medidas regulatórias e legislativas, irá decidir quais ações serão adotadas a curto, médio e longo prazos." Assistam à entrevista com o secretário de Política de Informática, Maximiliano Martinhão.

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