IoT descortina nova
era de conectividade

04/07/2017

Uma nova era de conectividade expande-se por todo o mundo a partir do desenvolvimento da Internet das Coisas (IoT). Da indústria ao dia a dia de qualquer habitante do planeta que tenha um smartphone, a IoT torna-se, a cada segundo, mais real, combinando um conjunto de tecnologias novas e existentes, para transformar qualquer objeto em uma fonte de informação sobre si mesmo.

De acordo com o estudo “The design of things: Building in IoT connectivity - The Internet of Things in product design”, desenvolvido colaborativamente por equipes de pesquisadores da Deloitte e da IBM, a IoT apresenta ao mundo uma era de conectividade em que os objetos têm funções mais sofisticadas.

Conectados, os objetos adquirem a capacidade de se comunicarem continuamente, compondo sistemas interligados de grande alcance aptos a criar, agrupar, analisar e transmitir enormes volumes de dados. O estudo mostra, no entanto, que a conectividade, tão necessária para tornar a IoT uma realidade, adiciona muita complexidade ao processo, tornando-se um desafio para todas as empresas que compõem a cadeia de telecomunicações e design de produto.

A interligação contínua de objetos exige novos requisitos em termos de conectividade e design. De acordo com os pesquisadores, a conectividade deve permitir que o objeto seja capaz não só de criar e comunicar informações, mas também de atuar de forma autônoma, gerando, por sua vez, novas informações.

Sob o ponto de vista do design, o desafio é manter a simplicidade, ainda que o objeto atue com uma capacidade além de sua função inicial. Um aparelho de ar-condicionado ou uma geladeira, mesmo que estejam habilitados para IoT, devem funcionar como um dispositivo tradicional. Essa simplicidade no uso é fundamental para gerar demanda. O usuário precisa enxergar valor no uso da tecnologia IoT, considerando-a eficaz e, sobretudo, segura.

No Brasil, essa percepção terá um papel crucial para estimular toda a cadeia de telecomunicações e governos a aprimorar as condições de conectividade. Além do uso de 2G, 3G e 4G, os projetos incluem tecnologias chamadas LPWA (low power, wide área), que são redes de baixo consumo energético com capacidade para atingir grandes extensões. Grandes operadoras, entre elas, a Telefónica, na Espanha; a Vodafone, na Europa; a KT Group, na Coreia do Sul; a Verizon, nos Estados Unidos; e a Deutsche Telekom, na Alemanha, já estão à frente de projetos com LPWA.

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